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Corretoras de câmbio veem demanda retomar, mas teme 'sombra' até o fim da pandemia

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Broadcast Estadão

Por Bruna Camargo


São Paulo, 05/07/2021 – O jogo começou a virar para as corretoras de câmbio. Após amargarem quedas nas
vendas de moeda estrangeira com avanço da pandemia, em 2020, as casas veem retomada na demanda por
dólares, além de demanda pelo peso mexicano, com brasileiros indo fazer quarentena no México antes de
entrar nos Estados Unidos, e pelo dirrã, a moeda corrente nos Emirados Árabes, onde a entrada está
liberada desde o ano passado.


“Há famílias levando os filhos menores de idade para vacinar nos Estados Unidos ou indo passear em
Dubai”, afirma Vanessa Colloca, diretora da GetMoney, em entrevista ao Broadcast. Ela diz que, desde
abril, houve aumento de 50% na venda de dólar, 70% de peso mexicano e 30% de dirrã.


O movimento também foi percebido na Travelex Confidence, com uma demanda 217% maior por peso
mexicano no mês passado frente a junho de 2019, no pré-pandemia, segundo o gerente de varejo, André
Gaspar; e na Cotação, onde a procura por moeda estrangeira, especialmente daqueles países que o diretor,
Alexandre Fialho, chama de “corredores abertos” – como os do Caribe e os Emirados Árabes -, cresceu
150% em relação à média do primeiro trimestre deste ano.


A B&T, que teve uma queda de 90% nas transações de câmbio turismo em relação ao movimento de 2019,
a recuperação já é de aproximadamente 30%. Agora o que preocupa o diretor comercial, Tulio Portella, é a
capacidade do setor em suprir a demanda crescente.


“O Brasil exporta moeda estrangeira e esse mercado havia sumido. Vai ser difícil os bancos acertarem o
timing de quando trazer moeda para cá”, conta Portella. Ele diz que as praças do Rio de Janeiro e de Minas
Gerais já sofreram com a escassez para o câmbio turismo.


Dólar atrativo


Algumas quedas do dólar nas últimas semanas têm sido um dos motivos que contribuíram para a volta dos
clientes às corretoras. A moeda chegou a se aproximar de R$ 6 no início deste ano, mas entrou em
tendência de queda até recuar abaixo de R$ 5,00, no final de junho.
Segundo Alexandre Neto, head de câmbio da Acqua-Vero Investimentos, a desvalorização acontece pelo
movimento de política monetária acomodatícia nos Estados Unidos, enquanto, no Brasil, com o aumento da
taxa básica de juros, acontece o oposto.


No entanto, o especialista diz que, embora o câmbio esteja atrativo agora, vale ficar de olho para fazer um
preço médio caso o dólar se valorize. “Grande parte do upside (potencial aumento) do real já está no preço
e, nos próximos meses, o cenário brasileiro se torna um pouco mais de risco com o início de uma corrida
eleitoral que deve ser polarizada, gerando ruído e volatilidade”, alerta Neto.


Recuperação real só com o fim da pandemia.

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